Arquivo da categoria: palavras que fazem a diferença

Me abraça por tudo o que for

E depois,
A luz se apagou
E eu não consigo mais ficar sozinho aqui
Sem você é tão ruim, não tem sentido, prazer
Não há nada
Por favor,
Não me interpreta mal
Eu não queria nem devia te magoar
O vento vem, o tempo vai
Passa por mim meio assim, meio assim devagar

Vou dormir sentindo
O que a solidão pode fazer
A um ser ferido, por saber que o erro era meu (só meu)
Já passou,
Agora já passou
Mas foi tão triste que eu não quero nem lembrar
Ver você, ter você
E querer mais de nós dois não tem nada demais
E pensar
Você aparecer
Pela janela tão bonita de manhã
Vem pra mim e não vai mais
Me abraça, me abraça, me abraça
Por tudo que for…

Trilha pro meu Natal

Absolutely Zero

Jason Mraz

You. You were a friend. You were a friend of mine I let you spend the night
You see how it was my fault. Of course it was mine.
I’m too hard at work. Have you ever heard of anything so absurd ever in your life.
I’m sorry for wasting your time.

Who am I to say this situation isn’t great? It’s my job to make the most of it
Of course I didn’t know that it would happen to me. Not that easy.

Hey what’s that you say? You’re not blaming me for anything that’s great
But I don’t break that easy. Does it fade away?
So that’s why I’m apologizing now for telling you I thought that we could make it
I just don’t get enough to believe that we’ve both changed.

Who am I to say this situation isn’t great? It’s my time to make the most of it
How could I ever know that this would happen to me, not that easy, no
All along the fault is up for grabs why don’t you have it
Well it’s for sale go make your offer, I’ll sell it for no less than what I bought it for
Pay no more than absolutely zero.

Well neither one of us deserves the blame because opportunities moved us away
And it’s not an easy thing to learn to play a game that’s made for two that’s you and me
The rules remain a mystery. See it can be easy.

Who am I to say this situation isn’t great? It’s our time to make the most of it
How could we ever know that this would happen to me, not that easy, no
All along the fault is up for grabs and there you have it
Well it’s for sale go make your offer, I’ll sell it for no less than what I bought it for
Pay no more than absolutely zero.

Feliz Natal a todos!
Desejo muita paz, muita!

e no fundo eu acho q nós somos felizes sim…

assim, no fim uma conversa resolve tudo,

eu começo a me sentir bem, e você também;

é bom conversar!

eu só aceito a condição de ter você só pra mim

eu adorei morar uns dias em perdizes!

A Raça dos Desassossegados

Foi no livro A Caverna, de José Saramago, que o personagem Cipriano Algor definiu seu genro Marçal como um homem “da raça dos desassossegados de nascença”. logo pensei ao ler, “eu também sou”, assim como você deve estar pensando, “me inclua nessa”.

À raça dos desassossegados pertencemos todos, negros e brancos, ricos e pobres, jovens e velhos, desde que tenhamos, como característica dessa raça comum, a inquietação que nos torna insuportavelmente exigentes com a gente mesmo e a ambição de vencer não os jogos, mas o tempo, esse adversário implacável.

Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete contante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam.

Desassossegados não podem mais ver o telejornal que choram, não podem sair mais às ruas que temem, não podem aceitar tanta gente crua habitando os topos das pirâmides e tanta gente cozida em filas, em madrugadas e no silêncio dos bueiros.

Desassossegados vestem-se de qualquer jeito, arrancam a pele dos dedos com os dentes, homens e mulheres soterrados, cavando sua abertura, tentando abrir uma janela emperrada, inventando uns desafios diferentes para sentir sua vida empurrada, desassossegados voltados pra frente.

Desassossegados têm insônia e são gentis, lhes incomodam as verdades imutáveis, riem quando bebem, não enjoam, mas ficam tontos com tanta idéia solta, com tamanha esquizôfrenia, não se acomodam em rede, leito, lemantam a falta que faz uma paz inconsciente.

Dessa raça somos todos, eu sou, só sossego quando me aceito.

Martha Medeiros

Pequeno príncipe…

(…)

E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços…
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo…
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo…
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

(…)

não precisa ter título

sobre o incerto…

… se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala…

trecho retirado de: Ensaio Sobre a Cegueira (1995) – José Saramago

barulho bom

The best 2008

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My Starlight

Far away
The ship is taking me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die

Starlight
I will be chasing the starlight
Until the end of my life

I dont know if it’s worth it anymore

Hold you in my arms
I just wanted to hold
you in my arms

My life
You electrify my life
Lets conspire to ignite
All the souls that would die just to feel alive

But I’ll never let you go
If you promise not to fade away
never fade away

Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Our hopes and expectations
Black holes and revelations

Hold you in my Arms
I just wanted to hold
You in my arms

Far away
The ship is taking me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die

AQUI COM MUITA INTENSIDADE!

And I’ll never let you go
If you promise not to fade away
never fade away

Our hopes and expectations
Black holes and revelations,
YEAH!
Our hopes and expectations
Black holes and revelations

Hold you in my Arms
I just wanted to hold
You in my arms