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Exogenesis Pt 3

acabei de passar por uma sensação que nunca tinha sentido antes ao escutar essa música com os olhos fechados…
foi como se estivesse flutuando… tentei fazer de novo e não consegui…

são 3 da manhã… deve ser o cansaço…

Why can’t we start it over again?

words are very unnecessary

Temos rotas a seguir
Podemos ir daqui pro mundo
Mas quero ficar porque
Quero mergulhar mais fundo

Só de me encontrar no seu olhar
Já muda tudo
Posso respirar você
E posso te enxergar no escuro

Tem muito tempo na estrada
Muito tem
E como quem não quer nada
Você vem
Depois da onda pesada
A onda zen
É namorar na almofada
E dormir bem

Foi o seu olhar
O que me encantou
Quero um pouco mais
Desse seu amor…

quem sabe o que é?

Não pude ver o que estava a me aguardar
Tanto barulho tanta distração
Meio perdido não dirijo meu olhar
E os passos seguem noutra direção
Sempre penso em algo infalível pra falar
Quando já não importa o que eu disser

Meu sorriso amarelou
Reagi sem tempo pra pensar
Certamente não foi a melhor decisão
Certamente…

Não percebi a força posta no andar
Até o instante em que tropecei
A textura do asfalto vem me amparar
Já sei exatamente onde eu errei

Já é hora de levantar, enfrentar e inventar
Já é hora de conversar, respeitar e abraçar
Já é hora de plantar, colher e dividir
Já é hora de ganhar e de perder e amar…

Não percebi correntes me prendendo aqui

Até o instante em que tentei partir

Sempre tive um sonho, um sonho de menino de alegrar o mundo
nenhum pouco pequenino.

De conquistar meu espaço e neste mundo estrelar
Às vezes deito e durmo e já começo a sonhar.

A Raça dos Desassossegados

Foi no livro A Caverna, de José Saramago, que o personagem Cipriano Algor definiu seu genro Marçal como um homem “da raça dos desassossegados de nascença”. logo pensei ao ler, “eu também sou”, assim como você deve estar pensando, “me inclua nessa”.

À raça dos desassossegados pertencemos todos, negros e brancos, ricos e pobres, jovens e velhos, desde que tenhamos, como característica dessa raça comum, a inquietação que nos torna insuportavelmente exigentes com a gente mesmo e a ambição de vencer não os jogos, mas o tempo, esse adversário implacável.

Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete contante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam.

Desassossegados não podem mais ver o telejornal que choram, não podem sair mais às ruas que temem, não podem aceitar tanta gente crua habitando os topos das pirâmides e tanta gente cozida em filas, em madrugadas e no silêncio dos bueiros.

Desassossegados vestem-se de qualquer jeito, arrancam a pele dos dedos com os dentes, homens e mulheres soterrados, cavando sua abertura, tentando abrir uma janela emperrada, inventando uns desafios diferentes para sentir sua vida empurrada, desassossegados voltados pra frente.

Desassossegados têm insônia e são gentis, lhes incomodam as verdades imutáveis, riem quando bebem, não enjoam, mas ficam tontos com tanta idéia solta, com tamanha esquizôfrenia, não se acomodam em rede, leito, lemantam a falta que faz uma paz inconsciente.

Dessa raça somos todos, eu sou, só sossego quando me aceito.

Martha Medeiros

sobre o que é estar certo…

eu não sou o dono da razão;
eu não sou o dono da verdade;
eu erro;
eu falo bobagem;
eu to errado.

me acusa;
aponta meus defeitos;
me avisa;
conversa comigo;
desabafe…

eu não quero ter razão, eu quero é ser feliz!

All the time, all the time, all the time…

Well I know you’re reaching out and you need to feel my hand
You want to be understood, yeah well I understand
I know you hold precious little hope for me
And in your happiness, I’m always drowning in my grief

All the time, all the time, all the time

não precisa ter título

sobre o incerto…

… se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala…

trecho retirado de: Ensaio Sobre a Cegueira (1995) – José Saramago

barulho bom

The best 2008

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futurismo

o que vc imagina pro seu futuro?

oq vc quer pra vc pra daqui uns pares de anos?

vc faz planos?

eu faço, os mais engraçados e alguns cafonas q existam, q eu nao tenho coragem de contar!

soh quero q aconteça!

quero crescer na vida e ter uma vida boa!
pra isso eu tenho q investir no q vale a pena AGORA!